Chamando o pensamento dorminhoco

January 27th, 2009 by Heitor

Mamãe: Vamos chamar o pensamento dorminhoco, porque está na hora de dormir.

Eu: Mas como é que ele vem: andando ou voando?

Mamãe: Bem… Pensamento nós não vemos, mas sabemos quando ele entra na nossa mente porque ele muda nosso jeito de ser. Como é que você sabe que o pensamento dorminhoco entrou na tua mente?

Eu: Quando é de noite.

Mamãe: E também quando ficamos com sono e abrimos a boca de sono… E quando o pensamento abelinha entra na nossa mente o que acontece?

Eu: A gente quer ajudar.

Mamãe: Isso mesmo, nós queremos colaborar.

Eu: Ahhh… Mas eu não ajudei o papai a guardar os brinquedos.

Mamãe: Tudo bem, amanhã você ajuda.

Não quero ser médico

January 12th, 2009 by admin

– Mamãe, eu não quero ser médico.

– Filho, você terá a profissão que quiser. Porque você está falando isso?

– Por que eu não gosto das pessoas.

– Que pessoas?

– Dos pacientes.

Bolinha

January 10th, 2009 by admin

Eu estava segurando o braço da mamãe e disse “parece uma massinha”.

– É mole como massinha, filho?

O papai que também estava no sofá se meteu na conversa:

– Pega no bíceps do papai filho.

– É bem duro, a mamãe disse.

Eu não disse nada. Só abaixei a minha calça e mostrei para eles:

– Essas aqui são as minhas bolinhas.

Eu não quero crescer

December 24th, 2008 by Heitor

O papai me colocou na minha cadeirinha, dentro do carro e eu disse:

– Papai, você é grande, você bate a cabeça no teto. A mamãe é média e eu sou pequenininho. Eles deram risada.

Eu dei tchau para o papai e a mamãe saiu dirigindo.

– Eu sou pequenininho. Eu não bato a cabeça no teto.

– Mas você vai crescer, vai ficar bem grande igual ao papai.

– Eu não quero crescer.

– Porque você não quer crescer?

– Por que gosto tanto de colinho.

– Mas quando você crescer eu vou continuar pegando você no colinho.

Uma história inventada

December 19th, 2008 by Heitor

Eu estava conversando com a minha priminha e falei:

– Agora eu tenho uma bicicleta.

– Eu ganhei uma bicicleta também. Ganhei do Papai Noel.

– Você não ganhou do Papai Noel.

– Ganhei sim, foi o Papai Noel que me deu.

– Não, ele não deu não.

Ela começou a chorar.

– Ganhei sim! — E saiu gritando. — Né, vó, que eu ganhei a bicicleta do Papai Noel?!

Eu fui atrás dela insistindo:

– Mas fui eu que comprei a minha bicicleta, com o meu dinheiro.

Eu sei que o Papai Noel é uma história inventada. É um homem que coloca roupa vermelha e um cabelo branco no queixo. Mas o Papai e a Mamãe conversaram comigo e disseram que tem crianças que acreditam que ele é de verdade e que é ele que dá os presentes para as crianças. Mas quem dá os presentes são os papais e os avós.